Friday, May 9. 2008
Em algum momento
fomos opostos
sorridênticos
Sunday, April 20. 2008
Flor roubada
flor, ladra
queria que fossem
minhas as palavras
o sentimento do mundo
pra mim é guardanapo
é garfield menos garfield
pornograficamente banal
um bacanal regrado e monogâmico
é como voltar pra festa
e não encontrar nada
ninguém
é não poder voltar
é, muitas vezes, dizer
whatever, George
quem se importa?
eu me importo
mas não posso fazer nada
flor ladra,
flor roubada
devia ter me roubado
flor,
violada,...
vingará?
Tuesday, April 8. 2008
Na aula de inglês,
o professor
solta muitos puns
Tuesday, April 8. 2008
Fera alada
agarro em tua crina
(ou seria juba)
e, no entanto,
me escapa
que criatura era aquela?
ora a via
como símbolos estranhos,
marcas, manchas, máquinas
de significação,
dourados como o sol contra o céu
azul do inverno
fez então asas
(nesse momento a seguro)
gelada
me queima as mãos
até que, enfim,
adentra a parede
de antiga pirâmide.
Monday, March 31. 2008
Este poema faz parte dos novos poemas que eu ainda não coloquei em lugar nenhum... é minha (outra) homenagem ao Belchior
FOTOGRAFIA
Jovens, fugimos da lei
da gravidade.
Com lágrimas nos olhos
de leigo pseudo-intelectual
via das nuvens
as luzes da cidade
e pensava que era noite de Natal
E em cada etapa
de minha empreitada
aeroportuária,
um guarda me olhava torto
e, encarando, me duvidava a idade
e eu dizia:
Tenho 21 anos
(de sonho e de sangue...)
e ele examinava o 5x7
da fotografia
estranhando o nome que não batia
com o lugar
de onde eu vinha
Mas trago de cabeça
uma canção em mp3
em que um não tão antigo compositor cearense me dizia
Eu sou como você
Eu sou como você
Eu sou como você
que me ouve agora
Eu sou como você...
Thursday, August 2. 2007
Dorme no meu colo,
Respiração profunda...
Meus olhos te acariciam,
Seguem a lógica dos teus sonhos
E te conduzem ao nosso refúgio...
Um lugar só nosso
Na nossa mente, que é uma, e é nossa...
Longas conversas, longos passeios,
Tua mão no meu cabelo
Num gesto infinito
Nessa vida infinita...
Monday, July 30. 2007
Uma história não se acaba assim, do nada,
no nada, sem nada
Quem conta um conto tem que contar alguma coisa,
do contrário, seria melhor ficar calado. Por isso, meu bem, não se assuste,
nem se precipite,
não saia da sala antes que o show termine
acredite e não saia antes dos créditos
Nossa vida é muito mais que tudo isso
e se você não acredita,
então, tente cortar nossa história antes
em algum outro momento de dor
e você vai ver que há muito mais sentido na trama de agora
há muito mais sentimento
imagina, então, quanto mais pode ter
daqui em diante, daqui pra sempre
Te quero hoje pra sempre,
e não me importo de dizer isso todos os dias
Eternidade com você
daqui até a maternidade,
depois até a terna idade,
e, depois, quem é que sabe?
Sunday, May 13. 2007
Hivaa esse hmeom do Mxiéco,
Que qreiua evrcseer um éipco,
Pqroue avhcaa mias ciqhue
Que evcserer lmiequrie
Não censouigu pquroe era dxélicsio
Saturday, March 10. 2007
Meus amigos,
é tão bom vê-los dando certo
todos indo tão longe,
alguns, mesmo ficando perto.
Os que vão,
vão pra fora e pa drento.
Os que ficam,
vejo que andam
tão ocupados que não param mais quietos.
Meus amigos, é tão bom vê-los,
que sinto um enorme aperto,
de saber que daqui a pouco,
saberei do meu destino,
meu destino,
e saberei que, se fico perto,
se fico dentro,
se fico mesmo, ou se vou pra longe,
confuso
eu não fico mais.
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