Este poema faz parte dos novos poemas que eu ainda não coloquei em lugar nenhum... é minha (outra) homenagem ao Belchior
FOTOGRAFIA
Jovens, fugimos da lei
da gravidade.
Com lágrimas nos olhos
de leigo pseudo-intelectual
via das nuvens
as luzes da cidade
e pensava que era noite de Natal
E em cada etapa
de minha empreitada
aeroportuária,
um guarda me olhava torto
e, encarando, me duvidava a idade
e eu dizia:
Tenho 21 anos
(de sonho e de sangue...)
e ele examinava o 5x7
da fotografia
estranhando o nome que não batia
com o lugar
de onde eu vinha
Mas trago de cabeça
uma canção em mp3
em que um não tão antigo compositor cearense me dizia
Eu sou como você
Eu sou como você
Eu sou como você
que me ouve agora
Eu sou como você...